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Auditórios

Esteticamente, os auditórios podem variar bastante. Geralmente, os de empresas e universidades são mais sóbrios, adotando uma arquitetura tradicional, enquanto os que abrigam concertos e outros espetáculos costumam investir em uma personalidade arquitetônica própria.

Exemplo especial de sofisticação é a Sala São Paulo, na capital paulista. O Teatro Iguatemi de Campinas, que fica dentro do shopping de mesmo nome, também investiu no design estiloso, com poltronas de estofado vermelho, cor que combina com a madeira das poltronas, das paredes e do piso. O vermelho também realça o auditórioMoise Safra, em São Paulo. Quem quer praticidade pode optar por uma estrutura de concreto armado, como a usada no projeto da Fundação Habitacional do Exército, em Brasília.

Embora o conforto do público e a acessibilidade – com rampas e assentos para cadeirantes e outros portadores de deficiências – sejam itens fundamentais, é a qualidade acústica o protagonista de projetos de auditórios, já que ela é imprescindível para que a plateia escute o que estiver sendo dito/tocado. Em uma sala de concertos, é preciso ter duas preocupações: a sala deve estar isolada da área externa, ou seja, ser impermeável a sons e vibrações vindos de fora; e, internamente, os sons diretos e os refletidos nas superfícies devem ser adequadamente refletidos, sem produzir eco.

Projeto acústico

Em auditórios, o projeto acústico guia a arquitetura, não o contrário. Ou seja, para obter determinado tipo de sonoridade, a sala deve ser desenhada com esse objetivo em mente.

As reflexões sonoras laterais dependem da largura e da forma da parede, por isso as paredes precisam ser construídas para que haja uma reflexão sonora ideal.

O planejamento das instalações, a geometria e a volumetria devem ser pensados de acordo com as atividades que serão realizadas naquele espaço. Para um bom resultado, é interessante estudar a resposta acústica durante as fases iniciais do projeto. Embora existam no mercado diversos softwares que fazem isso, eles não são tão precisos quanto as simulações físicas. Os mecanismos computadorizados são úteis em projetos com geometrias complexas, associados à simulação acústica.

Para o isolamento sonoro do auditório, um dos materiais mais usados é o forro mineral, que transforma parte do som que incide sobre ele em calor. Os motivos de este ser um dos materiais favoritos para o isolamento acústico são as suas qualidades técnicas e estéticas: apresenta diversas especificações, que possibilitam diferentes tipos de isolamento acústico, conforme a necessidade do ambiente; tem formato modular das placas com diferentes bordas, tamanhos, espessuras e acabamentos facilitam a instalação e a remoção; possui eficiência na absorção sonora, na atenuação do som e na refletância luminosa; e ainda proporciona conforto e segurança.

O forro mineral deve ser instalado sob lajes ou telhas metálicas do tipo “sanduíche” com tratamento térmico. Na ausência desse tratamento, mantas ou painéis de lã mineral (lã de vidro ou lã de rocha) precisam ser colocados sobre o forro para que a temperatura não altere as características físicas do produto.

Leia mais sobre projetos acústicos para auditórios.

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