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Esporte

A arquitetura esportiva contempla estádios, quadras, arenas, ginásios, centros de treinamento, áreas dedicadas à prática de esportes em clubes e escolas, academias, pistas de corrida, piscinas olímpicas e semiolímpicas etc. Esses espaços, além de funcionais e seguros, costumam ser esteticamente atraentes. Para criar designs cheios de estilo, os arquitetos precisam dar asas à imaginação e ficar antenados às novas tecnologias, como os sistemas de drenagem que mantêm o gramado de estádios de futebol seco e saudável. Conhecer as tendências também é fundamental. Por exemplo, hoje pode-se recorrer ao uso de carpetes de grama sintética não apenas em quadras de futebol, mas em campos oficiais e locais para prática de outros esportes, como vôlei, golfe, rúgbi e tênis.

Clubes

DF, BRASÍLIA, Brasil

Ambiente e Aplicações:
Diferenciais técnicos:
Design /
Materiais predominantes:

BLOCO Arquitetos

Clubes

SP, COTIA, Brasil

Materiais predominantes:

Delton Leandro Arquitetura

Sesc

SP, SÃO PAULO, Brasil

Diferenciais técnicos:
Materiais predominantes:

Albert Sugai Arquitetura e Design

Academias

RS, PORTO ALEGRE, Brasil

Ambiente e Aplicações:
Diferenciais técnicos:
Design /
Materiais predominantes:

Arquitetura Nacional

Academias

MG, BELO HORIZONTE, Brasil

Diferenciais técnicos:
Materiais predominantes:

/ Daniel Carvalho Arquiteto

Quadras poliesportivas

O projeto de espaços poliesportivos deve considerar, é claro, os esportes que ali serão praticados, de forma a conciliar as demandas. Além disso, o arquiteto precisa saber se o local será usado apenas para recreação ou se também para competições de alto rendimento ou, ainda, para eventos, como festas, shows, apresentações de dança etc. Com essas informações, fica mais fácil pensar na dimensão da quadra, do ginásio, do campo etc., no tipo de piso, na arquibancada, na iluminação e também nos equipamentos necessários (traves, redes, tabelas). Espaços recreativos são mais flexíveis. Já quadras e campos profissionais precisam seguir alguns requisitos determinados pela federação de cada esporte.
A posição de espaços esportivos ao ar livre no terreno é importantíssima. No hemisfério sul, no qual o sol faz o trajeto leste-oeste, eles precisam estar no sentido norte-sul, a fim de evitar o ofuscamento causado pelos raios solares. Dessa forma, condições iguais são garantidas às duas equipes: no primeiro tempo da partida, o sol estará voltado para o rosto dos jogadores de um time e nas costas dos adversários. Depois, as posições são invertidas.

Dimensão

Cada modalidade esportiva exige um tamanho de quadra: 15 m x 28 m para basquete, 9 m x 18 m para vôlei e 20 m x 40 m para handball e futsal, além de uma faixa de segurança com 2 m em todo o perímetro. A largura das linhas demarcatórias também varia: 5 cm para vôlei e 8 cm para futsal, por exemplo.

Arquibancadas e cadeiras

Para locais com grande público, a arquibancada pode ser fixa a partir do piso. Para púbicos menores, o modelo móvel, com assentos retráteis, é uma alternativa. O Código de Obras e o Código do Corpo de Bombeiros estabelecem medidas para o espaço de circulação, os degraus, as divisórias e também a quantidade de saídas de emergência. Para as cadeiras plásticas, a NBR nº 15925/2011 estabelece requisitos e métodos de ensaio.

Cercamento

Esse recurso evita que a bola saia da quadra e também protege os atletas, já que os separa da torcida. Para isso, a distância entre público e jogadores deve ser bem calculada. Alguns estádios brasileiros já têm fechamento de vidro laminado. Mas a solução mais usual em espaços abertos é o alambrado de arame fixado em postes de metal. Uma alternativa mais cara são os perfis eletrosoldados.

Conforto térmico e acústico

As condições térmicas e acústicas devem ser adequadas tanto para quem pratica a atividade física quanto para quem assiste. Assim, a temperatura interna deve ser controlada por meio de materiais com poder de isolamento ou inércia térmica instalados nas paredes e na cobertura. Na cobertura, lanternins e sheds funcionam como chaminé, ou seja, expulsam por uma abertura no teto o ar quente da área interna.
Se o espaço for usado apenas para prática de esportes, as paredes internas podem receber tratamento para absorção sonora – de forma a evitar reverberações –, além das telhas metálicas, materiais absorventes. Se, além de esportes, o espaço sediar eventos, elementos de isolamento acústico precisam ser instalados. Como eles impactam na ventilação natural, será necessário investir em ventilação mecânica ou ar-condicionado.
Em estádios de futebol, um sistema de ventilação cruzada é essencial, pois ele cria um corredor de ar que possibilita a passagem do vento e, consequentemente, conforto térmico.

Qual o melhor piso?

Para escolher o piso, o projeto de arquitetura esportiva deve levar em conta a segurança dos jogadores, o custo-benefício da instalação e da manutenção e a durabilidade do produto. O ideal é que ele seja escolhido de acordo com a modalidade esportiva praticada no local, pois precisa suportar, além das condições climáticas, como incidência de luz solar, umidade e temperatura, os impactos provocados pelos atletas e pela bola.
Em quadras abertas, é comum o uso de pisos com base asfáltica ou de concreto com alto desempenho e pintura acrílica, mantas de EPDM e de borracha intertravado, que são resistentes à chuva, à poluição e aos raios ultravioletas. Já nas quadras cobertas, os pisos de madeira com base flutuante são os mais requisitados por sua versatilidade, já que combinam com a maioria dos esportes. Mas há muitas outras opções, entre elas, concreto com alto desempenho, epóxi, PVC, vinil, linóleo, borracha e poliuretano.
A grama sintética é unanimidade nas quadras de futebol society. Por ser resistente, durável (com vida útil superior a 10 anos), e o custo com manutenção ser baixo, tem sido cada vez mais usado em quadras e campos de outros esportes. Nos campos oficiais, a tendência é misturá-la à grama natural. Fios de polietileno são implantados em diversas partes do campo, dando mais estabilidade à grama natural.
Pisos de borracha, em placas ou mantas, são ideais para ginásios de ginástica olímpica e para as bordas de piscinas, por serem antiderrapantes. Se forem fixados com argamassa em vez de cola, suas características são potencializadas. Além disso, quanto maior a espessura, mais antiderrapante o piso é.

Iluminação

Em quadras e ginásios, os sheds instalados na cobertura, aliados a aberturas nas paredes, garantem boa iluminação com baixo consumo de energia, já que durante o dia as luminárias podem ficar apagadas ou apenas parcialmente acesas. No Hemisfério Sul, as aberturas devem estar na face sul, na qual não há incidência de raios solares.

Em estádios de futebol, a iluminação precisa ser homogênea (com a mesma quantidade de lux em todo o gramado), sem sombras e ofuscamento, ou seja, nada pode atrapalhar a visibilidade do “espetáculo”. Os projetores e as lâmpadas devem proporcionar luz suficiente para jogadores, torcida e emissoras de televisão, sem, contudo, atrapalhar os vizinhos. Entretanto, um projeto luminotécnico completo deve prever a iluminação não apenas do campo, mas de todos os departamentos do estádio, assim como de seu entorno.

Camarotes e salas VIP pedem uma iluminação mais intimista – com lâmpadas âmbar, por exemplo –, que proporcione conforto aos convidados. Nos vestiários e na área destinada à imprensa, a iluminação pode ser mais simples, com lâmpadas fluorescentes. No entanto, a sala de imprensa precisa ser abastecida com geradores e possuir uma boa rede elétrica para uso de computadores e câmaras fotográficas. Outras áreas que precisam ser providas de geradores são vestiários, corredores e locais com equipamentos de segurança. Os LEDs coloridos são perfeitos para a iluminação cênica da fachada - com as cores dos times que estão jogando, por exemplo.

Veja mais dicas para uma boa iluminação em estádios, além de recomendações da Fifa.

Academias

Projetos de arquitetura esportiva para academias de ginástica precisam garantir, além da funcionalidade, o conforto e a segurança dos usuários. O piso deve ser fácil de limpar e compatível com a modalidade que será praticada em cada sala: na de musculação, os de PVC e os emborrachados são ideais, por serem resistentes a impactos, como a queda de anilhas e pesos, por exemplo. O de PVC também é indicado para as salas de ginástica, assim como o de madeira, pois permitem que o tênis deslize. Nas salas de dança, a melhor opção é a madeira flutuante e no local onde se pratica artes marciais são usados tatames sintéticos. Pisos antiderrapantes e que absorvam água facilmente devem ser colocados nos banheiros, vestiários e na área das piscinas.
O LED permite iluminação cênica nas salas, de acordo com o horário e a atividade realizada. De manhã, a luz precisa transmitir energia, por isso cores intensas, como o amarelo e o laranja, são bem-vindas. À noite, a iluminação pode ser menos intensa e adotar cores relaxantes, como o azul e o branco. Para aulas agitadas, como spinning, globos e luzes fortes, como o verde, garantem a animação. Já para aulas mais tranquilas, como pilates e yoga, a iluminação pode ser indireta, com luz azul ou âmbar.
Para valorizar a iluminação natural e deixar a academia mais sustentável, o projeto esportivo pode prever claraboias, esquadrias e fachada de vidro.
Nos vestiários e na área da piscina, as luminárias devem ser resistentes à corrosão e à umidade. Já as paredes devem receber revestimento impermeável, como pintura com tinta epóxi ou aplicação de cerâmicas, pastilhas ou porcelanatos.

Leia matéria completa sobre academias e quadras poliesportivas.

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