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Infraestrutura

O funcionamento de um país depende, entre muitos outros fatores, da infraestrutura de suas cidades, o que compreende rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, rodoviárias, pontes , viadutos , passarelas, estações de metrô e de trem, corredores de ônibus etc. Além da funcionalidade e de características como bons desempenhos termoacústico e energético, essas obras costumam apresentar design inovador, adotando, com frequência, estruturas de aço e concreto.

Estações de metrô

RJ, RIO DE JANEIRO, Brasil

Ambiente e Aplicações:

RAF Arquitetura

Estações de metrô

BA, SALVADOR, Brasil

Materiais predominantes:
Aço /

JBMC

Pontes e Viadutos

PE, PEQUIM, China

Diferenciais técnicos:
Design /
Materiais predominantes:
Aço /

Penda

Rodoviárias

BA, SALVADOR, Brasil

Diferenciais técnicos:
Materiais predominantes:
Aço /

JBMC

Estações de metrô

SP, SÃO PAULO, Brasil

Diferenciais técnicos:
Materiais predominantes:

/ Luiz Esteves Arquitetura

A complexidade dos aeroportos

Projetos de aeroportos são complexos porque envolvem muitas disciplinas essenciais (geometria, terraplanagem, pavimentação, arquitetura e urbanismo) e outras complementares, como drenagem, elétrica, telemática, hidráulica e auxílio da navegação. Além disso, há a preocupação com o meio ambiente. Por exemplo, é comum que se determine na fase de projeto como a água da chuva contaminada com óleo dos aviões será captada e conduzida para tratamento.

Devido a essa complexidade, é imprescindível que o gestor de projetos seja capacitado para lidar com a obra propriamente dita, mas também conheça o funcionamento do aeroporto, considerando que é comum que reformas sejam executadas com o aeroporto já em operação, a fim de aumentar as pistas e/ou a capacidade de atendimento. Foi, por exemplo, o que aconteceu no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Já o Aeroporto Internacional de Brasília, construído em 2004, tem estilo moderno que “conversa” com o restante da cidade.

É papel do gestor de projetos garantir a qualidade e a segurança do local, respeitando as normas do setor. Costuma ser difícil encontrar profissionais especializados em gestão de aeroportos, pois poucas universidades brasileiras têm em seu currículo matérias sobre estrutura de transportes – esse é um campo a ser mais bem explorado.

Leia matéria sobre projeto e climatização de aeroportos.

Metrôs ventilados ou climatizados

Para que uma estação de metrô proporcione conforto aos usuários, é necessário que uma equipe multidisciplinar insira no projeto um sistema de ventilação complexo, considerando todos os detalhes da obra. O projeto precisa abranger a ventilação principal, que inclui a estação e os acessos a ela, as plataformas, o porão onde ficam os cabos; a ventilação auxiliar; e o sistema de ar-condicionado das salas técnicas e operacionais.

Em estações não subterrâneas, a ventilação natural deve ser priorizada. Dessa forma, economiza-se energia e menos danos são causados ao meio ambiente. A ventilação artificial só é empregada nesses casos se a natural não for suficiente. No entanto, ela é a primeira opção em estações subterrâneas – que possuem grandes ventiladores de insuflação e exaustão, responsáveis por trocar o ar da área interna pelo da área externa. Para esse tipo de ventilação, um espaço significativo deve ser reservado. Também devem ser previstos o uso de atenuadores de ruídos e sistemas de limpeza e manutenção, para prevenir eventuais doenças transmitidas pelo ar. Além disso, há a demanda de instalação de dutos e sistemas de condução e distribuição de ar, além de descargas e tomadas de ar na superfície.

Outra opção para estações subterrâneas é a climatização, presente, por exemplo, na linha laranja do metrô da cidade de São Paulo. Para a implantação do sistema, foi necessário reformar os trens, colocar sistemas de evaporação em locais com fluxo intenso de passageiros para o resfriamento do ar e instalar o sistema PSD (com portas de plataforma) em todas as estações. Essas portas são essenciais para isolar os túneis das plataformas e, assim, tornar a climatização viável. Cada estação deve conter, ainda, um chiller central com água gelada e capacidade para 300 toneladas de refrigeração. O melhor modelo é o que possui condensação a ar, pois dispensa torre de resfriamento.

Embora a instalação e a manutenção sejam mais caras do que as do sistema de ventilação, o sistema de climatização tem muitas vantagens, entre as quais o controle da temperatura ambiente das estações e dos trens, a melhoria da qualidade do ar e o impedimento da passagem de fumaça para a estação em caso de incêndio no interior do túnel.

Veja nesta matéria outros detalhes sobre a climatização em estações de metrô.

O charme das pontes estaiadas

Pontes e viadutos são partes importantes da infraestrutura de uma cidade. Uma forte tendência para vencer vãos com mais de 150 metros são as pontes conhecidas como estaiadas, geralmente construídas sobre rios ou canais que precisam de espaço para a passagem de embarcações. Esse modelo de ponte, além de esteticamente atraente, é economicamente viável.

As pontes estaiadas são compostas por quatro elementos principais integrados: estais, mastros, tabuleiro e fundação. Elas podem ser do tipo “harpa”, mais charmoso, ou “leque”, mais barato. No primeiro, os cabos saem do mastro e são paralelos, de forma que a altura entre o cabo e o mastro seja proporcional à distância entre o mastro e o ponto de fixação do cabo ao tabuleiro. Já no leque, os cabos passam pelo topo do mastro. É possível, também, misturar os dois modelos em uma única ponte.

Uma das pontes estaiadas brasileiras mais famosas é a Octavio Frias de Oliveira, na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Nela, foi usado concreto protendido em várias peças. Esse tipo de concreto apresenta maior resistência à tração do que o concreto armado, sendo, portanto, bastante utilizado em projetos com grandes vãos.

Veja outros exemplos de pontes estaiadas.

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