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Casa Lluvia

Casa Lluvia
A Casa Lluvia foi planejada com grandes aberturas e ambientes voltados para extensa vegetação local. Iluminação e ventilação naturais também asseguram o bem-estar dos moradores Foto/Imagem:Rafael Gamo

Plano aberto

A Casa Lluvia – assinada pelo escritório Pérez Palacios Arquitectos Asociados (PPAA) – está inserida em um condomínio luxuoso no bairro Jardines del Pedregal, ao sul da Cidade do México.

O grande desafio foi construir um projeto arquitetônico em um terreno delimitado às casas adjacentes e que fosse bem provido de espaços abertos e com abundante vegetação na fachada posterior. O ponto de partida para o desenvolvimento do projeto foi priorizar a vegetação natural para permear todos os ambientes internos.

A natureza envolve a morada – de 600 m² – com traços simples e escuros, por meio dos terraços e áreas livres que se estendem ao exterior.  “Pensamos para a Casa Lluvia um plano totalmente aberto, assim criamos grandes aberturas para a contemplação da natureza. Juntando essas aberturas, criamos um caminho verde onde os moradores podem se conectar com o exterior em dias agitados”, conta a equipe do PPAA.

Volumes sobrepostos

Dois volumes sobrepostos organizam o programa da residência. Essa configuração permitiu que os moradores tivessem vista para as duas fachadas: principal e oposta.

Da sala de estar é possível contemplar o jardim que abraça a Casa Lluvia Foto: Rafael Gamo 

Um volume aberto no térreo abriga as salas de estar e jantar, cozinha, área de serviços e garagem para seis carros. O terraço com espaço gourmet é completamente aberto.

“A planta do pavimento térreo é um caminho de pátios internos e externos e, ao redor desses espaços, todos os outros ambientes foram dispostos”, explica a equipe.

Já no volume superior – que está apoiado sobre a volumetria no térreo – ficam as quatro suítes, sendo que uma delas é a máster que tem terraço ao ar livre acima das copas das árvores, e uma sala privativa.

O clima dos ambientes internos expressa uma leveza que harmoniza com o tom escuro da morada, criando um contraste intencional entre o rústico e o design sutil. Os espaços sociais e os dormitórios sem abrem para os pátios, abraçando o clima e a brisa tropical da região.

A equipe explorou a ventilação cruzada na residência para deixar os ambientes internos mais frescos e arejados. Além disso, concebeu grandes aberturas que proporcionam iluminação natural para o interior, permitindo que a luz entre em todos os lugares.

Inspiração local

As pedras vulcânicas encontradas em El Pedregal inspiraram o time de arquitetos ao escolher a paleta de cores e materiais para a morada. "O volume da casa é escuro para combinar com a solidez do material e, ao mesmo tempo, tornar o diálogo – entre volume e ambiente – igual", relata a equipe.

O conjunto de volumes preto fosco é mais do que uma simples forma arquitetônica. É uma geometria que expressa uma coerência com a natureza, por meio de conexões visuais que abraçam o cenário florestal.

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