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Casa do Ipê

Casa do Ipê
Projetada por Henrique Mendes, a Casa do Ipê é uma casa de campo com arquitetura industrial que mistura cimento queimado, cobogós e instalações elétricas aparentes Foto/Imagem:Sérgio Israel

Casa de campo nada convencional

O caixote de cimento queimado, com fachada grafitada, parede vazada de cobogós e um cacto na recepção, nem de longe lembra uma casa de campo. Isso porque o arquiteto Henrique Mendes, titular do escritório que leva seu nome, levou a sério o pedido dos proprietários para fugir do convencional e construir algo que se diferenciasse do entorno.

No pavimento inferior, um eixo de circulação com pé-direito duplo foi criado entre a entrada da casa e o acesso aos fundos e, neste percurso, um jardim interno dá as boas-vindas ao visitante Henrique Mendes

Com 295 m², a Casa do Ipê foi inspirada no estilo de Tadao Ando, arquiteto japonês vencedor do Prêmio Pritzker de 1995, que tem como principal referência obras de formas e geometrias simples, espaços singelos e, em sua maioria, feitas de concreto armado, sem nenhum tipo de pintura.

Apesar do programa simples, a topografia do terreno impôs alguns desafios ao arquiteto. Primeiro porque os moradores queriam ter vista para o lago ao fundo e segundo porque era preciso resolver um relevo existente em um dos lados da área.

“Para suavizar este volume que surge no terreno, uma das fachadas foi inteira feita com cobogós, que liberam a entrada de luz e a circulação de ar para dentro da casa”, justifica o arquiteto. Além de servir como elemento decorativo, os cobogós ajudam a aproximar interior e exterior. E para obter o máximo de visão do lago, a outra fachada ganhou amplas janelas.

Na parte posterior do terreno ficam a área da churrasqueira, um deck de madeira com uma mesa para as refeições e um spa. Sob uma abertura feita propositalmente na laje, está um ipê amarelo – daí o nome da casa – que ainda está em crescimento e poderá florescer com liberdade, trazendo mais sombra, beleza e ar fresco para a construção.

O ipê em crescimento que dá nome à casa Foto: Sério Israel

Programa interno

“No pavimento inferior, um eixo de circulação com pé-direito duplo foi criado entre a entrada da casa e o acesso aos fundos e, neste percurso, um jardim interno dá as boas-vindas ao visitante”, explica o arquiteto sobre o conceito da recepção generosa. O pé-direito foi utilizado para trazer amplitude, integração dos dois pavimentos e aumentar a sensação de convívio dentro da residência, como se tudo fizesse parte de uma só unidade.

Para deixar a vista para o lago para as áreas de convivência, os quatro dormitórios foram colocados no pavimento térreo – em “caixas” individuais – enquanto a sala de estar e a cozinha ocupam o andar de cima. “Como o terreno fica mais alto que o lago, essa inversão foi essencial para o aproveitamento da vista”, justifica Henrique Mendes.

Graças à parede vazada pelos cobogós – que recebe uma proteção interna de uma pele de vidro – a casa recebe luz natural durante boa parte do dia. Ao anoitecer, os pendentes sobre o jardim interno e os spots iluminam a residência.

A arquitetura de interiores foi baseada no estilo industrial, sendo que todos os ambientes recebem revestimento de cimento queimado. O chão uniforme só é descontinuado na sala jantar, onde entram em cena ladrilhos hidráulicos azuis (sob a mesa) e vermelhos. Indo ao encontro deste conceito, o arquiteto deixou as instalações elétricas aparentes.

Veja outras projetos em que as árvores deram nome as casas:

Casa da Figueira, do escritório Stemmer Rodrigues

Casa Pitangueira, do Steck Arquitetura

Casa Taquari, do Ney Lima


Escritório

Henrique Mendes Arquitetura3 projeto(s)

Local: SP, Brasil
Conclusão da obra: 2017
Área do terreno: 600
Área construída: 295

Tipo de obra:
Residência
Tipologia:
Residencial

Materiais predominantes:

Diferenciais técnicos:

Slideshow Desenhos e plantas

Ficha Técnica

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