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Galeria Tunga

Galeria Tunga
Interior e exterior integrados, acessos privilegiados e natureza exuberante fazem da Galeria Tunga um lugar com múltiplas visões da mesma obra de arte Foto/Imagem:Leonardo Finotti

Arte em perspectiva

Flexível e feita para abrigar obras de arte temporárias e permanentes, a Galeria Tunga, em Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais, tem projeto do escritório Rizoma Arquitetura, que explora diversas cenas e escalas, sem recorrer ao usual cubo branco, padrão em galerias. “Tudo começou com as diversas conversas que tivemos com o artista Tunga. A partir daí tomamos a decisão de abrir o espaço para a paisagem, privilegiar os muitos acessos – dando a possibilidade de percorrer o lugar de várias formas – e aproveitar a circulação para expor e oferecer múltiplas visões da mesma obra de arte”, conta o arquiteto e autor Thomaz Regatos.

Tomamos a decisão de abrir o espaço para a paisagem, privilegiar os muitos acessos – dando a possibilidade de percorrer o lugar de várias formas – e aproveitar a circulação para expor e oferecer múltiplas visões da mesma obra de arte Thomaz Regatos

Acessibilidade: escadas e rampas

O terreno naturalmente em aclive induz a uma diferença da cota topográfica que gerou dois níveis principais. Os pavimentos estão conectados por escadas e rampas incomuns, pois ultrapassam a área interna, criando uma grande varanda aberta. Maria Paz, arquiteta e autora, resume: “O resultado é uma edificação elevada do solo, cujos espaços externos lembram as casas avarandadas brasileiras”.
A exemplo dessas tradicionais habitações, redes conectam o prédio ao anel de floresta – uma mata exuberante que invade o interior da galeria, pois pode ser vista e admirada através da transparência dos fechamentos de vidro. Sua arquitetura é ampla e esbanja circulações bem-pensadas que induzem os visitantes a caminhar por entre todos os trabalhos expostos, mantendo-se fiel ao percurso das obras do artista.

Estrutura metálica e design

A escolha de uma estrutura metálica pré-fabricada, com laje steel deck, viabilizou grandes vãos na construção dividida em um núcleo central e dois níveis intermediários. No centro estão posicionadas duas salas – uma delas com cota mais baixa e a outra, mais alta, cujos ambientes estão interligados por uma rampa que circunda seu perímetro externo.

“Já os níveis intermediários abertos encontram-se articulados pelas próprias obras. Essa configuração com diversos níveis e pés-direitos oferece a vantagem de enxergar a construção sob vários ângulos. De cima, de baixo e de todos os lados”, explica Maria Paz.

Galeria Tunga - Arte em perspectiva
Brises metálicos protegem a fachada da construção dos raios solares Foto: Leonardo Finotti

Eficiência térmica e materiais

Luz e ventilação naturais invadem toda a construção que tem as fachadas norte, leste e oeste protegidas por brises metálicos. Eles controlam a propagação dos raios solares no interior da obra, dispensando o uso do ar condicionado. Os materiais e acabamentos também contribuem para o conforto térmico e acústico. No piso e nas paredes foi usada a madeira garapa, as divisórias são de drywall, o forro é de gesso acartonado e a telha, do tipo sanduíche.

Dimensão e programa

Com 57 metros de comprimento, 36 metros de largura e 10 metros de altura, o grande edifício-galeria suspenso dá a ideia de que flutua na mata, embora a estrutura metálica erga a construção a apenas alguns metros do chão. Desde a implantação do projeto respeitou-se o terreno em aclive, que se adapta à construção naturalmente.

As rampas levam aos avarandados, ao redor da galeria. No interior espaçoso, as exposições desfrutam de liberdade, pois se organizam sem divisórias, em dois níveis sempre seguindo a topografia do terreno. “Os pavimentos se interligam por escadas até chegar à varanda. Para dividir interior e exterior foram usados fechamentos de vidro. No centro dos pavimentos há duas salas – uma semienterrada e outra sobre sua cobertura, cujo acesso acontece por rampas. Nesse espaço, oito instalações e 15 trabalhos menores de Tunga retratam os últimos 30 anos da trajetória do artista”.

O resultado é uma edificação elevada do solo, cujos espaços externos lembram as casas avarandadas brasileiras Maria Paz

Inhotim: história

A história do Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico (Inhotim) em Brumadinho, Minas Gerais, começou quando o empresário Bernardo Paz teve a ideia de abrigar obras de arte em galpões. Bernardo queria reunir uma vasta coleção do modernismo brasileiro, mas nos anos de 1990, o estilo das obras expostas mudaram para a arte contemporânea, graças a conversas com o artista Tunga. Exemplo disso é a Galeria Adriana Varejão, de Rodrigo Cerviño Lopes, e a Galeria Lygia Pape, do escritório Rizoma Arquitetura. Todas elas expandem o lugar com a criação de novas galerias e a chegada de mais obras com um indiscutível diferencial: integrar arte, arquitetura e paisagem.

Quer ver mais projetos em Inhotim?

Conheça a Loja Botânica, do Rizoma Arquitetura; e a Galeria Miguel Rio Branco, do escritório Arquitetos Associados.


Produtos utilizados nesta obra

Escritório

Rizoma Arquitetura5 projeto(s)

Local: MG, Brasil
Início do projeto: 2011
Conclusão da obra: 2012
Área construída: 2.550

Tipo de obra:
Centros Culturais

Materiais predominantes:

Diferenciais técnicos:

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