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Centro Musical em Campos de Jordão

Centro Musical em Campos de Jordão
Projetado para uma região montanhosa, o centro musical desfruta de paisagem exuberante, natureza preservada e materiais construtivos que oferecem conforto ambiental Foto/Imagem:Marcelo Yukio Nagai, Vito Macchione e Yuri Vital

Musicalidade natural

Vidro, concreto e aço foram materiais especificados como acabamento final em seus aspectos naturais – sempre que possível – no Centro de Música de Campos de Jordão (SP) pelo escritório MMBB Arquitetos. “Buscamos a intervenção mínima no terreno existente, com desfrute máximo da paisagem exuberante da Serra da Mantiqueira e vista para a Pedra do Baú. Um diálogo com a natureza a partir de uma arquitetura sensível e sóbria”, explica o arquiteto Guilherme Pianca.

Buscamos a intervenção mínima no terreno existente, com desfrute máximo da paisagem exuberante da Serra da Mantiqueira e vista para a Pedra do BaúGuilherme Pianca Assim, a maioria das fachadas de vidro possibilita tanto a integração com a natureza ao redor quanto com o pátio interno. O programa consiste em alojamento e salas de estudo para jovens músicos em formação, durante o Festival de Inverno de Campos do Jordão, em um terreno próximo ao Auditório Cláudio Santoro. “O projeto também foi planejado para funcionar como centro de convenções, ou mesmo abrigar outras atividades de ensino musical e vivência cultural”, revela o arquiteto.

Áreas coletivas e privadas

A grande dificuldade encontrada pelos arquitetos consistiu em qualificar um espaço de convívio e aprendizado em um terreno cortado por um forte declive. Como solução, foram projetados dois patamares em desnível e vizinho ao auditório, respeitando a condição de área de preservação permanente. A divisão definiu a organização das áreas de uso coletivo e privativo. A primeira, ligada ao terreno e a dois patamares; a segunda, destacada da topografia.

No pavimento de acesso – o térreo – ficam as atividades administrativas. Ele vai além dos limites do O talude entre os dois níveis torna-se peça-chave do projetoGuilherme Pianca pavimento superior, estendendo-se e criando o espaço de vivência. “O talude entre os dois níveis torna-se peça-chave do projeto”, revela Guilherme. “Antes ele era o resultado da enorme movimentação de terra em uma intervenção passada. Agora, foi domesticado, redesenhado e recomposto”, compara.

Climatização natural

Em vez de utilizar recursos artificiais para controlar o frio ou o calor próprio das regiões serranas, dependendo da época do ano, os arquitetos aliaram a natureza aos recursos da arquitetura, dispensando em grande parte dos ambientes o sistema de aquecedor ou ar-condicionado.No inverno, durante o dia, o calor (radiação calor) entra pelas fachadas de vidro aquecendo os elementos de grande massa da construção (lajes maciças de concreto armado). Com a limitação da ventilação, estes não são resfriados, dando origem ao chamado "efeito estufa". Guilherme Pianco explica que, à noite, “o calor acumulado esquenta o edifício, cujos quartos são isolados termicamente do exterior pelas paredes, portas de circulação e por cortinas ou persianas”. Já no verão, tanto durante o dia quanto à noite, o calor será atenuado pela ventilação natural cruzada, regulável, obtida através do posicionamento de aberturas em fachadas opostas, as quais sempre apresentam temperaturas diferentes, seja em função da insolação, seja por calor acumulado. “É o sistema de climatização natural”, arremata o profissional. Apenas as salas de ensaio têm climatização artificial. Pequenas aberturas e paredes internas e externas com grande isolamento térmico limitam as trocas de calor com o exterior, facilitando o resfriamento por ar-condicionado.

Interiores

O projeto de interiores dialoga com a exuberância da paisagem externa. Como diferencial, destaca-se a flexibilidade de uso – crucial para ambientes coletivos, cujas necessidades variam constantemente.

Há distinção nos acabamentos das áreas coletivas e privativas. No nível de acesso, ambiente de convivência social, o piso contínuo em mosaico português enfatiza o caráter público e cívico desses ambientes. Já nos pisos de dormitórios e das salas de aula, de acesso restrito ao público externo, o assoalho de madeira explora a sensação de aconchego e convívio intimista.


Escritório

MMBB Arquitetos11 projeto(s)

Local: SP, Brasil
Início do projeto: 2009
Área do terreno: 6.754
Área construída: 4.275

Tipo de obra:
Centros Culturais

Materiais predominantes:

Diferenciais técnicos:

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