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Dengo Chocolates

Dengo Chocolates
Assinada por Matheus Farah e Manoel Maia, do MFMM Arquitetura, a loja conceito da Dengo Chocolates recria uma fábrica de chocolate de maneira atraente e didática no primeiro e mais alto edifício em madeira construído no Brasil Foto/Imagem:Fran Parente

A fantástica fábrica

Com um programa arquitetônico que busca recriar uma fábrica de chocolate de maneira atraente e didática para o público, o projeto da Dengo Chocolates assinado por Matheus Farah e Manoel Maia, do MFMM Arquitetura, é o primeiro e mais alto edifício em madeira construído no Brasil.

A matéria-prima é conhecida como CLT (Cross Laminated Timber) ou Madeira Lamelada Colada Cruzada, que consiste em pranchas de madeira certificada proveniente de fazendas de manejo controlado prontas para serem montadas no terreno, reduzindo custos e prazos, combatendo o desperdício no canteiro de obras e gerando edificações limpas e sustentáveis.

De acordo com a UN Environment, o uso do material é uma importante alternativa para a construção civil, responsável por 39% do total global de emissões. Mas o diferencial não está somente no sistema construtivo. O projeto representa, também, a cultura da Dengo de estar envolvida em todas as etapas produtivas, num processo conhecido como bean to bar, sem recorrer a insumos de terceiros.

Localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, a loja tem quatro pavimentos distribuídos em cubos vazados que se verticalizam em volumes escalonados. Com exceção do subsolo e das fundações, feitas em concreto por estarem abaixo do nível do solo, o edifício foi produzido com lajes, vigas e paredes estruturais em madeira, dispensando o uso de estruturas metálicas e cimento.

Entre paredes de vidro que revelam o interior do prédio, arestas vermelhas aliadas à vegetação que vai do térreo até a cobertura dão sensação de vivacidade e resgatam os valores da marca de produzir em harmonia com o meio ambiente. No design de interiores, também assinado pelo escritório, iluminação e ventilação naturais em abundância, tons terrosos e bancadas e mobiliário concebidos em madeira reforçam esses valores.

Doces caminhos

Dando início aos 1.500 m² de área construída, um jardim frontal de cinco metros convida os pedestres através de uma passagem em nível que amplia o espaço de calçada. Ao entrar, o cliente anda sobre um piso que resgata caquinhos cerâmicos vermelhos, garimpados em “cemitérios de azulejos”, típicos das residências paulistanas dos anos 40 e 50. “Buscamos criar um espaço onde o rústico, o irreverente, o autêntico e o artesanal ganhassem destaque, a partir de uma releitura contemporânea do uso de elementos naturais e do próprio conceito de brasilidade”, afirma Matheus Farah.

O piso leva caquinhos cerâmicos vermelhos, garimpados em “cemitérios de azulejos”, típicos das residências paulistanas dos anos 40 e 50Foto: Fran Parente

Observando cada ambiente, fica fácil imaginar o aroma que percorre a loja de chocolates premium. Confirmando a ambientação e cuidado em cada detalhe, o projeto arquitetônico previu no térreo a instalação de um maquinário original dos anos 1940, restaurado para exibir ao vivo o refino do principal ingrediente da marca.

Os pavimentos um, dois e a cobertura oferecem mesas e bancadas para acomodar os visitantes. A fim de fortalecer e aproximar a relação do projeto com a cidade, ainda há a opção de subir ao rooftop e aproveitá-lo como mirante.


Escritório

MFMM Arquitetura1 projeto(s)

Local: SP, Brasil
Conclusão da obra: 2020
Área do terreno: 800
Área construída: 1500

Tipo de obra:
Lojas
Tipologia:
Comercial

Materiais predominantes:

Diferenciais técnicos:

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