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Anexo do BNDES

Anexo do BNDES
Projeto do anexo ao prédio do BNDES envolve um conjunto com três lâminas idênticas e vazadas, interligadas por passarelas, que permitem a perfeita integração com as raízes do entorno Foto/Imagem:METRO Arquitetos Associados e Play-Time

Prisma regular com jogo de aberturas

Um programa inteligente e funcional, que se agrupa ao lote com naturalidade, vangloria a arquitetura tradicional e contemporânea, e ao mesmo tempo não reprime as raízes do seu entorno. Essa é, basicamente, a proposta que busca consolidar um anexo ao prédio do BNDES – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –, o histórico EDSERJ, situado na capital fluminense.

Trata-se de um projeto que visa ocupar o trecho do antigo morro, sem deixá-lo oculto. Um partido interligado com o nível da rua, distribuído em três unidades destinadas a reagrupar os escritórios que até então ocupam espaços locados no centro da cidade.

“A construção não tem o intuito de deixar um vazio no morro, tampouco ocupá-lo de maneira sólida ou meramente formal. O anexo surge para substituir de maneira inteligente o antigo morro, configurando-se como um prisma regular, de maneira a tomar o volume disponível”, explicam os arquitetos da METRO Arquitetos associados.

Com as condicionantes definidas – a preservação da paisagem e a construção de um conjunto harmonioso com o prédio já existente –, o projeto é facilmente compreendido a partir de três lâminas idênticas, com 15 m de largura, que partem da rua até o morro. Entre elas, há vazios com a mesma dimensão do volume.

Jogo de aberturas

Os arquitetos revelam que a intenção é que as fendas e as lâminas sejam mais ou menos visíveis, dependendo da hora e da luz do dia.

“Nesse caso, pensamos em passarelas que teriam o papel de estabelecer esse enorme filtro, ou seja, em alguns momentos as pessoas poderiam ver um único edifício maciço, como o existente, em outras situações se deparariam com lâminas esbeltas, e ao fundo enxergariam o morro. As passarelas também se multiplicariam em todos os andares e permitiriam o vai e vem das pessoas que circulam pela generosa calçada de 10 m de largura do centro”.

Se as lâminas são interligadas por passarelas na divisa com a rua, a parte oposta compreende as passarelas técnicas, que abrigam as máquinas e toda a infraestrutura necessária para o funcionamento do edifício.

Fluxo bem-definido

Sob as lâminas há um embasamento com dois pavimentos estabelecidos para receber o programa mais próximo à rua, como a biblioteca, o auditório e o atendimento ao público externo.

Como afirma a equipe da METRO, “há três pontos de ligação com a rua: os veículos na cota mais baixa, o térreo no nível médio e o primeiro pavimento na parte superior. O acesso principal se dá por uma grande praça que concentra e distribui as principais circulações. Nesse caso, o público externo chega pelo core central e o público interno, pelos cores laterais. Nesse mesmo andar estão o café, o auditório e a Biblioteca Celso Furtado, em um espaço repleto de verde e grandes visuais”.

No caso do pavimento tipo, a circulação principal é vertical e visa controlar e segregar ainda mais os escritórios dos demais programas.

Principais elementos

O projeto especifica brises horizontais em barras de cerâmicas, um material que possui elevado poder de absorção de energia, que sombrearia as fachadas norte, oeste e sul (sol da manhã), e envelopariam todo o conjunto das fachadas externas. Há, ainda, caixilhos em perfil de alumínio natural, pisos elevados que tomariam os pavimentos tipo, concreto polido para revestir a superfície do embasamento e piso de madeira na praça, com vegetação rasteira.

 


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