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Galeria de Arte do Centro de Cultura Minas

Galeria de Arte do Centro de Cultura Minas
Implantado em parte de edificação existente do Centro de Cultura, a galeria de arte notabiliza-se pela superfície onipresente na cor branca e pelo jogo de luzes que dão ênfase à exposição das obras Foto/Imagem:Gabriel Castro

Arquitetura a serviço da arte

A concepção minimalista empregada na galeria de arte é proposital. O partido estritamente horizontal, com pé-direito baixo, é demarcado por uma superfície totalmente neutra que, em conjunto com os recursos da iluminação, cria uma atmosfera peculiar ao deleite da cultura. Um programa rico em possibilidades de adaptações, tendo em vista a proposta de abrigar exposições temporárias de artes plásticas.

Fernando Maculan, arquiteto, reforça que "dadas as próprias características do espaço em que a galeria foi projetada, e pelas restrições do baixo pé-direito, os profissionais optaram por enfatizar características que a tornam singular e a afastam da neutralidade extrema do cubo branco. São elementos como sua própria horizontalidade, o domínio do branco em todas as superfícies e um conjunto de recursos expositivos e de iluminação integrantes da arquitetura".

Luzes dão ênfase às obras

O diálogo entre o espaço e as obras de arte se resolve, justamente, a partir dos sistemas de controle de iluminação: penumbra com focos; luz difusa natural ou artificial através das janelas; iluminação artificial difusa em toda a superfície do teto.

“É a partir da luz plena do teto difusor que se perde a nitidez das quinas entre paredes e piso, criando uma nova percepção das dimensões do espaço e dos contornos das obras. Outros elementos escolhidos contribuem para tal proposta, como os tubos de alumínio em toda a superfície do teto, as janelas laterais com painéis pivotantes e o próprio piso monolítico branco”, exemplifica.

Há, ainda, um jogo interessante da cor branca que se alterna entre superfícies brilhantes, como os vidros com películas de acabamento translúcido “jateado”, foscas – como as paredes, portas e forro – ou acetinadas, como o piso.

Outros recursos expositivos

O arquiteto também chama a atenção para outros elementos que complementam o programa, servindo de apoio à série de exposições do local.

“As paredes, por exemplo, são utilizadas para a fixação de obras de arte. Elas podem ser perfuradas, recompostas e repintadas, de acordo com a necessidade. Já as portas pivotantes, presentes na ala maior da galeria, servem como ‘panos de fundo’ para obras de arte, embora não permitam perfurações. Nesse caso, a solução é utilizar os tubos de alumínio do forro como suporte”.

No ambiente, destaca-se uma tela branca translúcida tensionada entre os perfis metálicos longitudinais, funcionando como backlight e elemento difusor de luz. Conforme explica Maculan, “Todas as superfícies internas, como os componentes de iluminação e os materiais acústicos – têm a cor branca para favorecer a reflexão de luz do backlight constituído pelo forro”.


Escritório

MACh Arquitetos12 projeto(s)

Local: MG, Brasil
Início do projeto: 2012
Conclusão da obra: 2013
Área construída: 410

Tipo de obra:
Galerias de arte

Materiais predominantes:

Diferenciais técnicos:

Ambientes e Aplicações:

Slideshow Desenhos e plantas

Ficha Técnica

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