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Haras Sahara

Haras Sahara
A casa sede do Haras Sahara, localizada a 55 km de Belo Horizonte (MG), foi desenhada pelo arquiteto Roberto Migotto a partir de volumes minimalistas em balanço Foto/Imagem:Tuca Reinés

Grandiosa e minimalista

O Haras Sahara, localizado no município de Matozinhos, em Belo Horizonte (MG), é mais que um espaço destinado à criação e ao treinamento de cavalos de corrida. Também pode ser usado como palco para grandes eventos, pois oferece uma casa sede com quase 10 mil m². A edificação, cujo projeto foi assinado pelo arquiteto Roberto Migotto, distribui-se generosamente em volumes minimalistas em balanço que se voltam para a melhor paisagem do entorno.

A 55 km da capital mineira, o Haras Sahara encontra-se na APA Carste de Lagoa Santa (importante área arqueológica de Minas Gerais) e, além disso, está ladeado por dois lagos: “Cerca de Acha” e a “Maria Angélica”. Neste amplo campo aberto, onde o termômetro costuma registrar altas temperaturas, é difícil resguardar-se numa sombrinha.

Inserida nesse cenário, a casa sede foi implantada sobre um platô para conter as irregularidades do terreno em declive. Ao determinar isso, Migotto ainda precisava identificar uma forma de garantir o conforto térmico dos ambientes internos para que não sofressem com a forte intensidade do calor da região.

A solução partiu da própria arquitetura da edificação. Em balanço, os blocos superiores apoiam-se sobre o térreo formando generosos beirais que protegem as fachadas. Na descrição do arquiteto, esses volumes parecem flutuar sobre nada mais nada menos que sete espelhos d’água e duas piscinas.

O Haras Sahara é um espaço destinado à criação e ao treinamento de cavalos de corrida, que também pode ser usado para receber grandes eventosFoto: Tuca Reinés

No conjunto térreo, os vidros se abrem através de esquadrias de alumínio, permitindo a ventilação cruzada na casa sede do Haras Sahara. Os ambientes internos do térreo, além de estarem completamente integrados, desfrutam de amplos vãos livres e do pé-direito de 4,30 metros. Segundo Migotto, essas características dão amplitude à área e favorecem ainda mais a circulação de ar.

Materiais e sustentabilidade

Quebrando a neutralidade das fachadas revestidas de massa texturizada e do piso de mármore travertino, a madeira pontua alguns elementos da casa. Por exemplo, as ripas dos decks vêm do cumaru, enquanto muitas paredes ganharam revestimento em freijó. Tal material cria um diálogo com o pergolado e as venezianas metálicas, que foram pintados na cor marrom.

A decoração é contemporânea, desprovida de qualquer excesso, quase inteiramente composta por grandes marcas do design italiano e brasileiro. No centro do projeto, destaque para a escada helicoidal conceituada pela transparência e leveza do vidro.

Migotto lembra que sustentabilidade e inovação caminham juntas com a automatização. O sistema de reutilização de águas pluviais, das placas solares instaladas na cobertura e do projeto de áudio e vídeo (home e cinema) é comandado através da automação desenvolvida pela TAAG.


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