> > > Concurso Nacional para Edifício Anexo da Biblioteca Nacional

Concurso Nacional para Edifício Anexo da Biblioteca Nacional

Concurso Nacional para Edifício Anexo da Biblioteca Nacional
Projeto idealiza dois novos prédios para a Biblioteca Nacional interligados a partir de elementos estruturais e funcionais, como se fosse uma pele composta por brises cerâmicos e fechamentos metálicos Foto/Imagem:Divulgação EAAAL, HASAA e SIAA

Volumes integrados

A nova concepção urbana em curso, decorrente das transformações promovidas pelo Porto Maravilha, e o partido central existente da Biblioteca Nacional nortearam a proposta arquitetônica dos escritórios EAAAL, HASAA e SIAA. O projeto ficou em 2° lugar em concurso nacional promovido pelo IAB-RJ.

Conceito arquitetônico

O desenho imaginado engloba dois edifícios anexos ao programa original, praticamente sem interferir na estrutura, construída em meados da década de 1930.

"Basicamente seriam construídos dois volumes anexos, soltos e com a mesma altura do prédio principal. Teria um coroamento para interligar os três blocos no nível da cobertura e uma pele composta por brises cerâmicos e fechamentos metálicos que interligariam e envolveriam todo o complexo", detalha o arquiteto Bruno Valdetaro Salvador, do escritório SIAA, um dos autores do projeto.

Ele também ressalta que "as intervenções abrangeriam a escavação de um nível de subsolo para abrigar as funções técnicas, além da abertura e liberação do térreo, que receberia os programas com caráter público".

O térreo, as laterais e a cobertura funcionariam como uma espécie de invólucro protetor, estabelecendo uma dinâmica de mediação interessante entre o núcleo de armazenamento da biblioteca e a cidade.

Contexto urbano e articulações construtivas

O conjunto está entre duas importantes avenidas da capital fluminense. No lado paralelo à Via Binário seria possível observar algo semelhante a um anel vertical interligado ao saguão linear no térreo. Os acessos para os demais pontos do programa partiriam de núcleos de circulação vertical, conformando as extremidades de um prisma destinado ao setor administrativo e sobreposto ao bloco central existente.

Já no perímetro próximo à Rodrigues Alves e Rivadávia Corrêa ficaria a pele composta pelos brises cerâmicos verticais, atuando como um eixo linear curvo de tripla função: circulação periférica, conectando todas as construções do conjunto; proteção aos raios solares; e solução técnica para passagem de instalações.

"A pele que envolve o conjunto é uma estrutura parasita, ancorada aos edifícios principais. A cerâmica esmaltada proposta nos brise-soleils foi elegida por suas características térmicas, resistência à maresia e expressividade plástica", explica Bruno.

Programa

De acordo com o arquiteto, o programa é constituído essencialmente de áreas públicas (espaços para acolhimento, leitura, pesquisa, exposições e evento), setores de trabalho e serviços (oficinas, laboratórios e escritórios), além de áreas para acervo, armazenagem e utilidades.

"O projeto explora, por exemplo, o pé-direito generoso no térreo do edifício existente, organizando o extenso programa das bibliotecas e os espaços de leitura em mezaninos metálicos, de forma rarefeita. Este espaço adquire importância central no conjunto, com o mínimo de intervenção".

Estrutura e materiais

O subsolo e os edifícios anexos (blocos leste e oeste) foram definidos como estruturas de concreto armado para atender aos requisitos de sobrecarga e para melhor adaptação à modulação, vãos e geometria propostos.

Destaque, também, para o vidro amplamente utilizado em fechamentos e divisórias, conferindo transparência e integração entre os espaços.


Escritório

Eduardo de Almeida Arquitetos7 projeto(s)SIAA - Shundi Iwamizu Arquitetos Associados6 projeto(s)

Local: RJ, Brasil
Início do projeto: 2014
Conclusão da obra: 2014
Área do terreno: 5630
Área construída: 13089

Tipo de obra:
Bibliotecas

Materiais predominantes:

Diferenciais técnicos:

Slideshow
novidades fechar
Receba o boletim da
Galeria da Arquitetura
veja um exemplo