> > > Cultural Center Casal Balaguer

Cultural Center Casal Balaguer

Cultural Center Casal Balaguer
A restauração do Centro Cultural Casal Balaguer trouxe um novo uso para o projeto, conservando, contudo, seu passado histórico Foto/Imagem:Adrià Goula

Reconstruindo épocas

Um antigo palácio localizado no centro histórico de Palma de Mallorca (Espanha) foi revitalizado pelos escritórios Flores & Prats Architects e Duch-Pizá, dando origem ao Centro Cultural Casal Balaguer.

A grande casa aristocrática construída no século XIV foi renovada no século XVI e ampliada no século XVIII. No fim do século passado, o Conselho da cidade decidiu dar novo uso ao espaço, transformando-o em um centro cultural aberto ao público.

Restauração conserva história

Apesar da ampla reforma realizada no Centro Cultural Casal Balaguer, os arquitetos buscaram preservar muitas de suas qualidades físicas, valorizando seu passado histórico.

A nova função do edifício trouxe muita liberdade para os arquitetos desenharem uma nova estrutura dentro da anterior, baseando-se nas características da antiga construção. Para tanto, eles realizaram uma pesquisa meticulosa acerca dos vestígios deixados pelo tempo, das várias fases de construção e dos usos decorrentes.

Cultural Center Casal Balaguer - Reconstruindo épocas
Becos estreitos e compridos rodeiam o palácio, fazendo com que a luz salte para fora das paredes Foto: Adriá Goula

No projeto de restauração, os arquitetos reativaram os quartos e projetaram uma circulação no meio do edifício, a fim de criar uma área de convivência. Apesar da geometria complexa, caminhar pelo Centro Cultural Casal Balaguer tornou-se fácil e convidativo.

A entrada fica no piso térreo, enquanto a galeria de exposições fica espalhada nos dois andares. O sótão, logo abaixo do telhado, é usado para as oficinas do centro de belas artes da cidade e conta também com uma sala de aula. Além disso, o projeto agora também conta com biblioteca, museu e restaurante.

Iluminação marca arquitetura

A iluminação foi um dos elementos que permitiu uma transformação mais significativa do espaço. Conforme as pessoas caminham pelo projeto, rotas de luz e circulação marcam sua passagem, com luzes e geometrias se alternando.

Há becos estreitos e cumpridos que rodeiam o palácio. Como câmaras, eles fazem com que a luz salte para fora das paredes, transmitindo a sensação de que o edifício está enterrado e a superfície, muito acima.

Os telhados se tornaram o nível principal da construção. Trata-se de uma superfície ondulante que funciona como um periscópio, trazendo a luz do dia aos vários níveis mais baixos.


novidades fechar
Receba o boletim da
Galeria da Arquitetura
veja um exemplo