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Estacionamentos e garagens

Projetos de garagens e estacionamentos são de extrema importância e costumam basear-se, em geral, nas características e necessidades dos imóveis onde eles serão construídos. A garagem de uma residência difere bastante daquela de um edifício comercial, por exemplo, ou mesmo de um aeroporto – onde as pessoas costumam descer com grandes malas, requerendo vagas mais espaçosas.

O número de vagas também deve ser planejado. Em prédios próximos a estações de metrô ou pontos de ônibus, a quantidade pode ser menor do que em edificações de difícil acesso por transporte público. Shopping centers costumam ter garagens grandes, com muitas vagas, inclusive algumas delas reservadas a idosos, sempre próximas à entrada. Em prédios com serviço de manobrista, as vagas podem ser duplas ou triplas, como forma de aproveitar melhor o espaço. E como os projetos de mobilidade urbana estão em alta, vagas para bicicletas são um diferencial.

O projeto de garagens e estacionamentos deve seguir as normas e legislações vigentes e ser feito com bastante cuidado para evitar problemas, como vagas e passagem de pedestre apertadas, falta de espaço para a manobra dos carros, portas obstruídas e portões e pilares mal posicionados. Assim, itens como pilares, portões (tipo e tamanho), cancelas, área de valet, entre outros, precisam ser contemplados pelo projetista, visando o conforto dos usuários.

Em prédios, algumas instalações técnicas, como casa de máquinas ou depósito, podem ficar dentro do estacionamento. Como a prioridade são as vagas, engenheiros e arquitetos devem trabalhar em conjunto para alocar corretamente tudo que for acrescentado a esses espaços.

O projeto também deve prever faixa para pedestres e sinalizações, além de garantir a acessibilidade de quem tem problemas de locomoção.

Edifícios-garagem

Os edifícios-garagem precisam ser, além de funcionais, seguros. O projeto deve estabelecer o número de vagas, a topografia do terreno, os acessos, as características do solo, a possibilidade de recuos, os espaços para circulação de pessoas e de carros, como será a ventilação dos subsolos etc.

A escolha do sistema construtivo – concreto moldado in loco ou pré-moldado, estrutura metálica ou estrutura mista – deve levar em conta acessibilidade, segurança, sustentabilidade, exequibilidade, prazos, entre outros fatores. Mas independentemente do tipo escolhido, os vãos e desníveis devem ser padronizados para obtenção de um melhor resultado.

Nos subsolos, elementos de contenção, como muros de arrimo, cortinas, parede-diafragma, solo grampeado e colunas de jet grouting, são necessários, bem como esforços horizontais de empuxo de solo saturado e eventuais esforços verticais de subpressão na laje de pisos em contato com o solo.

A escolha do piso

Escolher o piso ideal é fundamental para se evitar quebras, manchas e outros problemas comuns. Para garagens residenciais, algumas opções são:

- Piso cerâmico liso: bastante utilizado, é bonito, barato e fácil de limpar, mas o atrito dos pneus provoca barulho, o que pode incomodar.

- Piso cerâmico emborrachado: é mais difícil de limpar, pois a sujeira gruda no chão. No entanto, não é escorregadio (nem mesmo molhado) e não faz barulho quando em atrito com os pneus.

- Piso de pedra: sofisticado, embeleza o ambiente e é resistente. A desvantagem é o preço, bem superior ao dos demais pisos.

- Contrapiso: embora seja a opção mais barata, acumula sujeira, pode manchar e não é esteticamente atraente.

Em aeroportos, onde a circulação de pessoas e carros é intensa, costuma-se usar o concreto aparente ou o piso de concreto desempenado com pintura epóxi. Já em prédios residenciais ou corporativos, o piso pode ser de cimento ou concreto desempenado, com ou sem pintura epóxi, e acabamento com tinta ou seladora. Também pode ser usada a pintura com poliuretano ou MMA (metil-metacrilato).

Saiba mais sobre projetos de garagem. Veja também referências de muros e marquises.

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