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CPD Sumasa

CPD Sumasa
Localizado próximo à Barcelona, o centro de processamento de dados foi projetado para atender com alto nível de segurança às demandas técnicas da empresa e dialogar naturalmente com o entorno Foto/Imagem:Edouard Decam

Aparência marcante

O escritório IDOM teve como desafio implantar um novo centro de processamento de dados para dar mais segurança às operações da Sumasa – uma grande entidade bancária da Espanha.

De acordo com o arquiteto Pedro Paes Lira, que fez parte da equipe responsável pelo projeto arquitetônico, um dos pontos importantes da obra é seu diálogo fluido com o entorno natural. “A relação com a paisagem e o atendimento às demandas do cliente – que eram extremamente técnicas, com nível de segurança exigido muito alto – foram as peças-chave para a concepção. O jogo de equilíbrio entre esses aspectos é o diferencial do projeto”, comenta.

Programa e implantação

O edifício abriga dois usos principais que é o CPD propriamente dito e a área administrativa. Lira conta que a empresa precisava de um prédio que conseguisse processar e garantir todas as necessidades operacionais, além de atingir os requisitos de segurança. Para isso, encomendou dois CPD’s. O segundo, que ainda está com a obra em andamento, deverá atuar como backup do primeiro. “Toda a infraestrutura de processamento para as entidades bancárias deveria ser duplicada em um edifício reserva, para assegurar as operações do principal em caso de problemas técnicos ou de risco”, explica.

A relação com a paisagem e o atendimento às demandas do cliente foram as peças-chave para a concepção Pedro Paes Lira

Devido à declividade do terreno, o projeto tem parte de sua infraestrutura semienterrada. “Nós aproveitamos essa declividade para enterrar a parte de geradores, que é a parte mais pesada, mais bruta, e que poderá garantir a energia e o contínuo funcionamento do CPD, mesmo que a rede deixe de funcionar”, destaca Lira. Com isso, deixou-se aflorar sobre o solo o bloco com as áreas dos computadores e administrativa.

O arquiteto explica que essa inclinação permitiu que o conjunto da obra fosse implantado com dois volumes do ponto de vista funcional, mas, do ponto de vista estético e plástico, eles se integram no mesmo edifício através da fachada. “Ela tem a função de ‘amarrar’ os volumes em uma mesma composição. Permite, também, a entrada da área administrativa através de uma esplanada livre de uso”. Lira também destaca que, junto à área dos servidores, o prédio tem pequenas áreas operacionais.

Vistas e paisagens

Como característica particular, o terreno – localizado no Parque Tecnológico de Cerdanyola del Vallés, em uma região serrana próxima de Barcelona – é cercado por belas vistas. Além de unificar os volumes do projeto, a fachada tem aparência de uma grande rocha imersa na paisagem e com tons que dialogam com os maciços das montanhas, e não com um centro urbano.

CPD Sumasa - Aparência marcante
A fachada tem aparência de uma grande pedra, com tons parecidos aos maciços das montanhas Foto: Edouard Decam

O jogo volumétrico da obra abre algumas visadas para esse exterior, principalmente quando se entra no edifício. O arquiteto explica que o CPD foi criado para se diluir esteticamente na paisagem e explorar as vistas. “Na direção da área administrativa e por meio da esplanada mais livre, é possível caminhar por baixo da área administrativa. À direita, a paisagem pode ser vista por uma grande abertura. Em cima dos escritórios também temos esses visuais”, ressalta.

Destaques e materiais

O arquiteto conta que buscou dar um desenho à chapa metálica da fachada como um elemento monolítico. “Foram feitos vários estudos paramétricos porque queríamos encontrar qual era o grau de perfuração ideal dessa chapa em relação às demandas de luminosidade, e também associando isso à demanda energética”, detalha.

Ele também destaca outros materiais de importância no projeto. “Atrás da chapa temos o vidro nos espaços de escritórios, circulação e refeitórios. Nas salas com servidores temos fechamento em drywall com camada dupla e proteção contra o fogo”.

Iluminação natural

No CPD Sumasa, o controle da iluminação natural é feito basicamente pela chapa metálica, que faz a função de um brise. Como o edifício precisa ser fechado na maior parte do tempo para evitar as trocas de calor com o meio externo, apenas a área administrativa tem esquadrias que se abrem e captam eventualmente uma ventilação natural. “Ele é um edifício com uma característica mais fechada, quase como uma caverna na parte mais técnica. Luminosidade e temperatura precisam estar sob controle, sem muita aflição pelo meio externo”, destaca Lira.

 

Escritório

IDOM7 projeto(s)

Local: BA,Espanha
Início do projeto: 2010
Conclusão da obra: 2013
Área do terreno: 11800
Área construída: 24700

Tipologia:
Corporativo

Materiais predominantes:

Diferenciais técnicos:

Slideshow

Ficha Técnica

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